segunda-feira, 11 de junho de 2018

O mundo às avessas

Imagem extraída da internet

 Certa vez o pastor batista americano, Martin Luther King vaticinou: “o que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons”. O mundo atual já não é o mesmo, com o passar dos anos e as sucessões das gerações, as mudanças são inevitáveis, os avanços, sejam na área tecnológica, educacional, cultural e humana estão intrinsecamente ligados aos desdobramentos da história, contudo, há valores que são norteadores e que apontam para uma convivência sublime, valores estes que jamais deveriam sair de moda.


Estamos presenciando transformações intrínsecas no comportamento humano, hoje os conceitos e filosofias estão enaltecendo o ter em detrimento do ser, valores éticos, morais e espirituais estão sendo estigmatizados à redundância, e as preocupações com o outro passam a ser meras subjetividades. Hoje os idosos não são respeitados como pessoas dotadas de vivência e conhecimento, são tratados como estorvos da sociedade; os valores ético-morais foram relativizados em prol do liberalismo e do politicamente correto, os suportes da sociedade como o casamento, a relação heterossexual e o patriarcado viraram coisas abjetas e démodé; hoje é mais interessantes para a juventude hastear bandeiras pró liberação das drogas, pró aborto, pró LGBT, onde tais valores que andaram na contramão da história hoje são norteadores do comportamento da maioria.


As sociedades ocidentais foram sedimentadas pelo tripé do Direito Romano, da Filosofia Grega e da moral Judaico-cristã, e por isso foram bem sucedidas e atingiram patamares de crescimento e evolução cultural, artística e tecnológica sem precedentes na história, não obstante, mesmo tendo atingido o ápice do desenvolvimento, hoje estão ameaçadas por valores deturpados, pelo globalismo, pela disseminação do marxismo cultural, e pela deterioração dos valores ético-morais seculares, onde o certo é errado e vice-versa. O politicamente correto amordaça as nossa bocas, onde quem se insurge contra o status quo ou tenta se rebelar contra quaisquer injustiças é tido como autoritário, fascista ou repressor.


As gerações atuais estão enfraquecidas, alimentadas por valores deturpados, se desconectaram das vigas mestras que sempre mantiveram as sociedades fortes, vivemos numa superficialidade sem precedentes, onde a egolatria sobrepuja a preocupação para com o outro; hoje quanto mais caótico e deturpada for os valores que regem a sociedade melhor, e com essa mudança de comportamento as pessoas se encaminham lenta e ininterruptamente para um abismo sem fim, no qual ter é melhor que ser, bens materiais preenchem necessidades espirituais, e rebeldia se interpõe aos valores morais e éticos, vivenciamos o começo do fim.



Paulo Cheng  

Um comentário:

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